Casinha de papelão - Um poema de segundas chances


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é a segunda vez neste ano que você vem
me para
e vai
é a segunda vez que você aparece
faz promessas
e sem cumprir nenhuma
vai
é a segunda vez que surge
jura amor e um teto que comporte os nossos sentimentos
mas sinto demais
e na primeira enchente dos meus olhos
as paredes da casinha de papelão que montou
foram por aguá abaixo
com os destroços
você se vai novamente
para depois voltar
e mais uma vez me desmontar.


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